Envio essa carta porque, se dependesse de mim, nunca mais o veria na minha frente. E dessa vez falo sério. Não quero mais ouvir a sua voz, nem que seja se derramando em desculpas. Não quero mais ver a sua cara, nem que seja se debulhando em lágrimas arrependidas. Quero que você suma do meu contato, igual a um vírus ao qual já estou imune. A verdade é que me enchi dessa situação sem pé nem cabeça. Eu me odeio por estar nessa constante agonia, o tempo todo imaginando como você vai estar. E você numas horas doce, noutras me tratando como lixo. Não sou lixo. Tampouco quero a doçuras dos culpados, artificial como aspartame. Fico pensando: como deixei isso chegar a essa ponto. Não quero mas descobrir coisas sobre você, por piores ou melhores que possam ser. Não quero mais nada que exista no mundo por sua interferência. Não quero mais rastros de você no meu computador. Assim, chega. Chega de climas, chega de silêncios abismais... Pra quê, me diz?! O quê você ganha com isso? Sinceramente... Vou atrás de um outro jeito de viver minha vida, já que em qualquer situação diferente, estarei lucrando. Mas antes, quero te dizer três coisas: 1ª - você não é tão interessante quanto pensa. Tive bem mais decepções do que surpresas enquanto "isso" durou. 2ª - não vou sentir falta do seu corpo, já tive melhores, provavelmente terei, possivelmente ainda essa semana. 3ª - fiquei com um certo nojo de você. Não sei o porquê, mas sua lembrança me da asco. Quando eu quiser dar uma emagrecida, vou voltar a pensar em você por uns dias. Bom, é isso. Espero que essa carta consiga tocar seu coração. Mentira. Não espero nenhum efeito dessa carta, em você, porque, aí, veria-me torcendo pela sua morte. Por remorso. E como já disse, para deixar o mais claro possível, não quero mais saber de você. Se agora isso ainda me causa alguma tristeza, tudo bem, afinal, foram três anos de espera pra ser essa bosta, mas não se expurga um câncer sem matar células inocentes.
Adeus.
J.
Adeus.
J.