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quinta-feira, 21 de abril de 2016

um simples verso

Para alguns, escrever um verso é necessário estar com a alma aberta para o vôo dos pássaros... Ser capaz de perceber os gestos das flores ao amanhecer.

Para outros, escrever um verso é preciso estar preparado para encontros e desencontros, saber voltar a momentos da nossa infancia que até hoje não compreendemos. É preciso lembrar do que sentimos ao ferir alguem que nunca nos desejou o pior.

Para eu escrever um único e simples verso são necessárias horas ao lado daquele que eu amo...



Faz tempo que não escrevo versos.

sexta-feira, 30 de março de 2012

aquele vazio

2002

- Você está chateada comigo?
- Acho que sim...
- Me perdoa?
- Não é a minha maior virtude.
- Pelo menos tenta. Não existe nada pior que encarar seu sorriso amarelo e esse seu olhar vazio.

2012

Enquanto escovava os dentes, pela manhã, esbarrei comigo refletida no espelho, encarando-me com um olhar vazio. Como sempre, não sei se consigo alcançar o perdão. A unica certeza que tenho é a de que dói. Definitivamente, dói encarar aquele olhar vazio. Um olhar que, acima de tudo, urra em extrema franqueza, o fato de te ver mas não te enxergar.

sexta-feira, 23 de março de 2012

(não) dói menos.

É verdade. As coisas não mudam se a gente fala ou deixa de falar nelas... Não passa de uma fulga tentar fingir que elas não existem. Já preferi falar abertamente, por mais doloroso que pudesse ser. Hoje me calo e, acredite, nem por isso dói menos.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

os olhos dela


Pronto. Novamente, aqui me perco. Ponto chave do meu desalento, tentar responder a retórica pergunta "No que você está pensando?"

Na verdade, penso que caminho todos os dias pelos mesmos lugares, levando comigo um sorriso de canto que, em geral, ameniza a aspereza dos meus olhos escuros. Ásperos, sim... Muitas vezes, até duros mas nunca frios.

Sonho em noites insones.
Vivo dias iguais.
Sonho... Por ora tem me bastado.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

e quem leva ?


Sou dessa leva de gente que tem como sina ver demais. Sentir demais. Amar quase do tamanho do amor...

Quase, mas nem tanto assim.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

ninho de cobras

Houve um tempo em que um ninho de cobras, era apenas um ninho. Um ninho de meninas chatas, com vontades e manias que juntas faziam chapinha e falavam mal da vida alheia, com bolo de chocolate e muito suco de maracujá. Mas a peçonha em si, essa não havia. Houve um tempo onde lado a lado caminhava uma família divertida, cheia de problemas, mas uma família. Com muitos filhos e filhas, irmãos e irmãs, indo e vindo, entrando e saindo, sempre que se sentiam à vontade. O que temos hoje? Houve, por aqui, um tempo onde ser “pop” era cool mas fazer parte dessa família era o que mais importava: os valores, os amigos... Tínhamos, inclusive, um Orador da Hombridade! E agora vejo a deterioração daquilo tudo que eu acreditei ser o que havia de melhor em Xerém e que eu achei que, de alguma forma, eu levaria pra sempre comigo. As pessoas se perderam de si e se reencontraram em pessoas e coisas que fogem totalmente a razão social! Definitivamente, não estou entendendo mais nada desse mundo que ajudei a construir e vejo dia-a-dia ser destruído por intrigas, imbecilidades, mesquinharias e afins. Hoje eu vejo um ninho, sim, um ninho de muitas cobras - todas juntas se comendo, se enroscando e a peçonha presente acabando com muito daquilo que era bom. Um ninho de cobras imenso, foi nisso que se tornou uma grande família. A minha família. Vou me afastar por um tempo, é sério. Reta final de faculdade, tv à cabo... Vou recolher minha insignificância e atual peçonha no conforto do meu lar, curtindo meus bons “filme”. Cansei desse climinha “Malhação LifeStyle” , talvez eu não tenha mais idade pra isso, ou seja só cansaço mesmo, não sei. Acontece que não consigo mais achar graça nessa coisa meio “segundo grau” e totalmente adolescente de “popularidade a todo custo”. Sempre vou gostar de uma boa fofoca, mas fofoca do bem, aquela que não machuca ninguém, sempre vou gostar de ter meus amigos por perto, tomando uma cerveja e curtindo uma pipoca ou bolo de chocolate, sempre vou curtir virar noites trocando informações antes das provas... Não quero mais, de forma alguma, qualquer tipo de envolvimento com esse ninho de cobras peçonhentas que se transformou a minha família. Aos amigos e enviados de paz, minha casa estará sempre de portas abertas, só não faço questão desse fardo "popularidade". Não desse tipo de popularidade. Definitivamente, na UFRJ-Polo Xerém, ser “pop”, hoje em dia, é um cú.

domingo, 10 de julho de 2011

palavras e pequenos dramas

Não consigo deixar de ser assim. Exagero, e tentando simplificar, complico... Comigo é assim, tudo arde e volta a esfriar em questão de minutos. Mas também sei reconhecer. Reconhecer que não tive razão e que exagerei, no entanto, não admito. Há coisas que só eu sei que sinto e bastam para justificar os meus "dramas". Bastava-me o silêncio, a compreensão de pelo menos um milésimo do que me constitui. Em vez disso, fica a aparência de reações sem intuito. Não sou prática, nem fria. Não sou assim. Mas gosto de parecer. É assim tão descabido ser assim? Será que terei de ver tudo tão objetivamente para deixar de ser exagerada? É assim tão errado preocupar-me com o que sinto e faço sentir? Esta impossibilidade de demonstrar o que sinto sem ser julgada está a me corroer. Aprendi a viver e a deixar de falar sobre isso, por isso escrevo (penso, que para deixar de me sentir ridícula). Já deixei de ter vontade de escrever (acho que porque me alimenta a existência do sentimentalismo). No fundo, um pedaço dessa parte de mim está crescendo...

Dia após dia.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

vontade que dá e passa

Hoje, deu vontade de chorar e eu só queria um colo para encostar minha cabeça e fingir que o mundo lá fora não existe. Hoje eu queria um abraço daqueles que te sufoca de tão apertado e ao mesmo tempo te protege de tudo. Hoje eu só queria ouvir “eu liguei pra saber se você tá bem” pra sentir uma dor menos doída dentro do peito.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

a menina e o tempo


O tempo, pelo menos comigo, tem essa mania de passar mais devagar, quando eu quero que ele passe mais depressa. E essa velocidade subjetiva é melhor percebida quando estou sozinha ou distraída. Entendo por distração, uma simples olhada pela janela, onde procuro padrões na observação, desapaixonada, das idas e vindas do cotidiano. Mais cedo ou mais tarde, consoante à subjetividade do momento, volto a estar sozinha, mesmo que acompanhada, mesmo que em casa, sinto-me em um lugar incomodamente estranho.

- E um lugar sempre me parecerá estranho, quando sozinha eu estiver.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

picolé de nabo

Os dias tendem a ser ensolarados nessa época do ano, e o céu sem nuvens costuma ser um presságio de que a noite será fria. Acontece que, num ambiente com muitos ex-adolescentes, intempestivos no furor da idade, nada é previsível. E chega a ser óbvio que a imprevisibilidade juvenil não tarda a render maus frutos. Sempre vai existir alguém disposto a lhe surpreender e a atingir novos patamares de insensata convivência. Hoje eu sou um picolé de nabo, fria ( lê-se, adepta do desprezo) e indigesta. Pensei muito, mais que o normal, para um dia que mal chegou na sua metade, e já que eu sou superficial, fria, egocêntrica, egoísta e ególatra toda vez que eu penso demais eu fico adepta do desprezo, mas como eu não sei lidar bem com sentimentos, meu desprezo pode ser facilmente encarado como uma postura agressiva, e para o desfecho da Ópera D'eu, eu começo a despejar verdades sobre as pessoas. Acontece que as únicas pessoas no mundo que suportam meus transtornos de humor não estão ao meu lado agora. E então eu me ponho a questionar, como sempre, as minhas (as suas, as nossas) atitudes sobre esta terra chata e feia. Entre uma piadinha e outra, me calo, afinal, esse papo de que o ataque é a melhor defesa, é a maior furada! Você passa tempo demais atacando as pessoas ao seu redor e se perde de você, por um óbvio medo de ser atacado. Por isso me calo, durmo e muitas vezes sumo... Chego a fingir que não existe meio de me comunicar. Agir com arrogância não me torna melhor, nem mais decente, coerente ou mais capacitada para julgar alguém . Aliás se possível, rouba de mim o melhor da minha vida, o melhor da emoção de viver sem me preocupar em me defender, ou atacar, ou qualquer outra superficialidade. Tudo bem que, quando percebo que esse é o dia “picolé de nabo”, algumas pessoas já se magoaram, outras já ouviram (in)verdades – até que hoje o balanço final foi baixo. Mas vou me recolher por aqui. Não preciso atender telefone, não preciso encontrar com as pessoas, hoje, só por hoje, não preciso conviver. Ninguém irá ao seu quarto quando escurecer, saber o que se passa no seu coração, frente a verdade de um coração vazio, sem dor, sem amor, sem voz. Ninguém irá ao seu quarto procurar saber se o que faz, é certo ou errado. Por isso, apenas durma, amanhã talvez amanheça pra você também.

sábado, 18 de junho de 2011

pedra, flor e espinho.


Foi uma menina que ensinou tudo o que sei. Uma menina alegre, risonha e festiva, um pouco menor que as outras meninas da sua idade. E agora essa menina está desmoronando, e tudo que pode segurar ela em pé, e tudo que pode colocar um sorriso de volta em seu rosto, sou eu. E eu sou egoísta e por tanto tempo esperei que o sorriso fosse meu, por tanto tempo calei, omiti, mas hoje eu a vi chorar e era de dor, e vi meu coração mudar de tamanho e ficar diminuto aqui no peito. Cansada, não sou madura o suficiente para assumir responsabilidades. Nem para construir relacionamentos baseados em desejo. Não sei desejar do jeito que esperam que eu deseje, sou impulsiva e radical. Também sou indisciplinada, e tento me conter, mas não consigo. Eu não me calo pro errado, e detesto quem o faz. Não sou adepta da hipocrisia nem da omissão. Talvez por tanto me manifestar não saiba balancear as emoções e tenho arroubos de sentimentalismo.

Sou exigente com quem eu gosto. Todos merecem destaque, cada um em seu momento. Se esse não é o meu, avise, mas não tente brincar com mais malabares do que suas mãos podem segurar... Porque se eu for o que cairá no chão ficarei obviamente ofendida e magoada, e você não pode magoar as pessoas por uma irresponsabilidade quantitativa. Magoar não é direito! Para evitar um acúmulo de malabares iludidos e futuras lavagens de roupa suja, faço o que sei: reclamo.

Estou triste, e é sem explicação. Ou talvez eu não queira contar a mim mesma a explicação, tem segredos que não contamos nem a nós mesmos, afinal. Revi fotos, e fotos fazem a gente entender. Fotos captam e guardam expressões, gestos e olhares que dizem muito sobre nós. Não gosto de saber da Big J., porque cada vez mais sinto uma saudade inexplicável dela. Ela está aqui, ainda, eu sei. Mas ela está escondida, com medo – talvez - de brilhar. E antes que se perguntem se eu tenho um distúrbio psicológico, gostaria de deixar claro que me separar em duas é muito mais uma alegoria poética que uma realidade, é uma tentativa de explicar o que eu mesma não entendo. Ou entendo e não aceito. O que há, mesmo? Por que essa profusão de sentimentos repentinos e essa apoteose de confusões? ? Descobri que o “Não sei o quê, que vem de não sei onde e dói não sei por que” de Camões é a melhor explicação. Meus fantasmas, medos e angústias estão me perseguindo. Mas falta chão e falta choro, falta expressão. Os sentimentos querem aparecer, onde eles estão? Acorda BigJ., acorda e volta. Porque a J. sozinha, não aguenta mais.

“Eu não quero mais mentir, usar espinhos que só causam dor. Eu não enxergo mais o inferno que me atraiu, dos cegos do castelo me despeço e vou. Até, até encontrar o caminho e o lugar onde estou.” - Titãs.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

¬¬'

Eu não consigo controlar o ciúme que sinto das pessoas (de todas as pessoas). Eu não consigo controlar a carência exagerada e fantasiosa. Tenho 7 anos de idade. Nunca saí desses 7 anos de idade. Achei que tinha mudado, mas nem mudei - o que rola é a atuação melhorada. Convenço mais hoje em dia do que antigamente. "Está tudo bem", pensa o outro lado, faço A FORTE e tudo passa, a pessoa acredita. Mas olha, não está nada bem, viu? Não curti que a minha melhor amiga não lembrou do meu aniversário... *ATUAÇÃO DRAMÁTICA* Logo eu? *FIM DA ATUAÇÃO DRAMÁTICA* - É o meu palco, gente...

e nego vive cagando nele.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

irritante passividade

É preciso estar preparada para a ingratidão. O problema é que as pessoas são muito covardes. Não encaram os fatos de frente. Muitas vezes preferem não enxergar o que está bem debaixo de seu nariz. Eu não sou assim, vou direto ao ponto... Com indiretas ou com dicas não camufladas, não importa, eu não me calo para o errado. Ah! Não mesmo.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

assombros



Certa vez, eu desisti de um sonho.
Encontrei outro caminho.
Escolhi seguir novos rumos.
Ninei minha grande e única vontade de viver,
por medo.


O pior dos meus medos:
O FRACASSO.






Certa vez, eu ... (Ontem) .

sábado, 16 de agosto de 2008

eu ?

Quem sou eu afinal ?
Uma mera ilusão ?
Talvez a tristeza saiba,
Talvez ela tenha razão...

terça-feira, 13 de maio de 2008

e ele nem a conhecia

Toda boate é escura, uma em particular, era muito escura... Todo esse breu unido ao álcool de 4 doses de vodka, algumas cervejas e duas tequilas era o cenário perfeito para um começo. Pra dançar Créu tem que ter disposição, e isso ela tinha - e põe disposição nisso! Brincava com suas amigas como se não houvesse mais alguém além delas. Ria, imitava Claudinho&Bochecha, acredito que em algum momento até dançou "ado, a-ado, cada um no seu quadrado!" mesmo sem o DJ ter tocado a maldita... A madrugada já saudava o dia claro e ela ainda nem tinha notado a presença dele. Ele tímido, com aquela camisa verde-cocô, rosto nada expressivo e poucas palavras, continuava a indignar seus amigos que lhe perguntavam vez ou outra se ele iria mesmo ficar parado... Sem saber, ambos gostavam de Ágatha Christie e Doyle, moravam no mesmo bairro, haviam estudado no mesmo colégio, moraram na mesma cidade, tinham alguns amigos em comum... Mas até aquele dia nunca haviam sabido da existência, um do outro. Elas, as amigas, resolveram ir embora: ela foi junto. Eles, os amigos, resolveram ir atrás das amigas: ele os acompanhou. Um simples comentário: "ui, detesto esse verde-cocô", uma troca de olhares, uma troca de telefones, um convite para ir à praia, na praia um convite para ir ao cinema... Conversas que levaram a abraços, abraços que levaram a beijos, beijos que levaram a COMPROMISSO. Ela disse que era livre, que sabia voar! Ele disse que queria aprender... Ela aceitou ensinar. Ensaiaram por meses. No grande dia, ela segurou as mãos dele, olhou em seus olhos, ele consentiu. Ela o deixou solto e por alguns minutos conheceu a liberdade de uma maneira que jamais experimentara... Desistiu. Ela olhou mais um vez em seus olhos e perguntou: "Confia em mim?" Após longos minutos e algumas lágrimas um "Não" ecoou pelos ares. Ainda olhando para ela, ele disse: "Às vezes eu não te reconheço, eu tenho medo de sofrer"! Um golpe de mestre. Virou as costa e saiu sem olhar para trás... Ela só pediu para que ele fosse livre! Reconhecer? Como, se ele nem a conhecia?

Acabou.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

o emprego dos sonhos

O dia estava claro... Sol! Há dias não fazia um Sol tão lindo no Rio de Janeiro. Calçou o tênis, a calça jeans surrada e saiu. Sem tomar café. Sem tomar banho. Sem se despedir. Sorria feito louca pelo meio da rua. Desejou bom-dia ao porteiro, cumprimentou o jornaleiro, rodopiou pela faixa de segurança quando o sinal fechou... Seguia seu caminho, lépida e contagiante, até o ponto de ônibus. Deu tchauzinhos para o fiscal de ponto, jogou beijos para o motorista e um piscadela para o cobrador. Enquanto o ônibus seguia seu roteiro, conseguia visualizar coelhos e tartarugas pequeninos desejando-lhes felicidades... Mais? Pensava, ela. Conforme o ônibus parava nos sinais de trânsito, dava língua para as criancinhas nos bancos de trás dos carros e se divertia com as caretas que devolviam para ela. Após 15 minutos, chegou ao seu destino. Lamentou apenas o caminho ser tão curto e por isso não pode compartilhar com mais gente essa alegria que transbordava! O êxtase era tão grande, que subiu até o 17º de elevador, feito esse, para ela, praticamente impossível, afinal sua claustrofobia não lhe permite entrar em elevadores comerciais desde uns 6 anos... Mas hoje, nada iria detê-la, nem um elevador, subiu sorrindo. Chegando à sala foi atendida, parecia que todos sorriam:

-"Trouxe os documentos?"
-"Claro!"
-"Deixe-me conferir... Tudo certinho, pode levar esses de volta e assine aqui."
-" Pronto!"
-"Seu crachá chega na Segunda-feira, agora você pode dizer que é uma de nossas funcionárias."

Saiu radiante. Chega de bolhas, de comentários maldosos e tudo mais. Esse era o emprego dos sonhos. Agradeceu por cada recusa que recebera antes. O emprego dos sonhos... Finalmente, ela o alcançou.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

reza a lenda

Reza a lenda que ela era jovem... E como todas as outras meninas ela fazia planos para o futuro. Sim, planejava. Acreditava que sonhar era fantasioso, idealizado. "Um dia vou ser alguém". Passo a passo executava com perfeição seu plano de vida. Às vezes (quase sempre) imprevistos a obrigavam a mudar sua estratégia, mas ela seguia, sempre sem perder o foco... Ser alguém. Tudo fluía como deveria, as coisas estavam acontecendo cada qual no seu tempo, ela se envaidecia com todas as suas conquistas, mas ainda havia algo a ser alcançado: seu emprego. Uma entrevista, um "não" - seu cabelo era feio. Outra entrevista, outro não - sua personalidade não se encaixava no perfil da empresa... Era muito baixa; não tinha carteira de motorista; não tinha a escolaridade exigida; não tinha carro próprio... "N" foram as justificativas para todos os "nãos" que recebeu. Após alguns meses de expectativa os ventos mudaram. As oportunidades e respostas, também. Uma entrevista, um "você é brilhante, mas aguarde nosso contato". Outra entrevista, outro "você é brilhante , mas aguarde nosso contato". Esperanças já não existiam quando foi de encontro a sua última oportunidade, ou pelo menos uma delas. Acordou bem cedo, calçou seus sapatos mais bonitos (e apertados), penteou os cabelos e foi buscar seu futuro. Após muitas horas de conversa fiada e joguinhos sem-noção foi dispensada. Motivo: ela não possuía fluência verbal. Foi três vezes consecutivas campeã do concurso de poesia de cordel, conseguiu bolsa na faculdade graças a uma redação, conhecia três idiomas estrageiros, fez 6 cursos de especialização (3 deles em empreendedorismo e desenvovilmento de ideais)... E uma fulana-qualquer, aparece para dizer-lhe que não possui fluência verbal!! Antes ela tivesse dito que a candidata não se encaixou no perfil, ou que não tinha ido com sua cara... Mas fluência verbal? Ela não acreditava, perdeu o emprego dos sonhos. O emprego com o qual havia sonhado anos, planejado, arquitetado... Fluência verbal. Perdeu a vaga para uma candidata que falou "vagas abridas" e outra que disse "estar educano urfilho prun-a vida melhó"! Ela não se conformou, voltou até a sala a qual havia sido retirada, chamou a fulana-qualquer e lhe perguntou qual o real motivo da dispensa e ouviu um sonoro e ruidoso: "Faltou paixão. Não vi paixão em seus olhos." Ao ouvir a justificativa, retirou-se do local, caminhou alguns minutos, sentou-se em um banco de praça. Inconsolável, percebeu que já passava das 17hrs. Doze horas sem comer. Após um bocejo demorado, lembrou-se que acordou às 5 hrs. Tirou da mochila um par de chinelos Havaianas e calçou-o no lugar dos sapatos apertados. Contemplando as bolhas de seus pés, enxergou a paixão que lhe faltava nos olhos. Enxergou sua vontade. Enlouqueceu. Dizem por aí, que semana que vem ela tem outras entrevistas para o mesmo cargo em outras empresas... Outros dizem que ela se enforcou no vão central da ponte Rio-Niterói... E ainda há quem diga que ela tem um blog e fica horas sentada à frente do computador contando e recontando essa história sob a fachada de um título que diz: "Reza a lenda"...

domingo, 20 de abril de 2008

hoje vai ter uma festa !

Certa vez, preenchendo um desses cadastros, para estágio, na internet, descobri que nasci em uma segunda-feira. Diazinho estranho para se parir, mas vindo de Mami, nada me surpreende! Na verdade verdadeira eu não nasci numa segunda-feira chuvosa - aquela que dá mó preguiça de levantar e encarar a vida... Nasci nos primeiros minutinhos do dia 20 de Abril, por volta de 00:08, o quê, aliás, descobri outro dia. Ariana, ultimo dia de áries. Não acredito muito nesses lances de que o universo conspira sobre o meu destino... Mas não nego que muito, muito, muito meeeesmo, da minha personalidade, cai como uma luva sobre o horóscopo ariano. Teimosia, preguiça, impulsividade, agressividade, temperamentalismo... Não sou muito fã de comemorar aniversários, nunca fui. Até os meus sete ou oito anos, rolava aquelas festinhas com palhaços (coisa que eu morro de medo!!), crianças catarrentas correndo de um lado pra outro, docinho, bolo confeitado e música da Xuxa. Depois que tive idade suficiente pra escolher “ter ou não ter” festinha, mandei toda essa parafernalha para as cucuias! Sempre fui adepta de viagens e presentes super-fantásticos. Nos quinze anos fui bem clara (alias eu já cantava isso aos quatro ventos desde os treze!!) - “Quero viajaaaaar” ! Não gosto de comemorar aniversário, porque na minha concepção, a gente já vem a Terra com um prazo de validade e cada ano que passa a gente se aproxima mais do fim: “O quê há para se comemorar nisso???” Mas nem sempre a gente escapa de tudo, os anos foram passando, passando, passando... Uma festinha surpresa aqui, outra ali. Esse ano não teve jeito. Feriado prolongado, família grande, amigos da família na cidade, idade comemorativa – vai dar festa! O pior é que eu tô com várias borboletas sobrevoando meu estômago e adjacências! Um ansiedade boba, igual quando eu tinha 6 anos e ficava me perguntando se os meus amigos do colégio iriam a minha festa. Me sinto ridícula. Morrendo de medo que dê alguma coisa errada! Tipo, minha mãe linguaruda lembrar daquele almoço de aniversário em que aquele ex-namorado se declarou na frente da família... Ou a tia mais soltinha, depois de uma e outra cerveja, resolver dançar o “Bonde do Tigrão” e dizer que “A-D-O-R-A o grupo". Pode ser também que o tio, depois das pingas, baixe um sentimento de nostalgia, resolva mostrar pra garotada o que é “música de verdade”... Complicado, não? Ainda bem que meu amor a essas pessoas é incondicional. E apesar dos pesares e dos micos e king kongs previstos, espero que dê tudo muito certo. Hoje é meu aniversário, né? O dia em que tudo acontece. Mais um ano: “Ó meu prazo de validade vencendo!!” Ontem peguei vovó dizendo pra outra pessoa, ao telefone, que de nada adianta completar anos se a mentalidade não amadurece... E que pelo visto a minha ainda tá verdinha, verdinha! Meu Deus, eu tinha me esquecido da véia: “ô língua”!

segunda-feira, 3 de março de 2008

custa, sim !

Sonhar não custa nada? Será? 0_o Bom, eu sou a rainha dos sonhos esquisitos... Sonhar que se está correndo de bandidos super maus e em um repente levantar vôo e atacá-los com bombas de pum, é fichinha perto dos sonhos que tenho. Ultimamente venho sonhando com um cidadão que irei chamar de phP, ok? Ainda não parei de sonhar com o Giane ou o Brad. Alexandre Borges, Thiago Sales, Danilo Nogueira e Satallone, também têm marcado presença constante em minhas tórridas noites de imaginação fértil. Com um elenco desses fica, praticamente, impossível não gostar da história, certo? ERRADO! Imagine você, que todas as vezes que o Brad vai me pedir em casamento ou o Gianecchini pára embaixo da minha janela e solta o gogó em uma excelentíssima serenata, phP aparece dizendo que passou para Engenharia Química na UFF... PELADO! Exatamente. O incoveniente não escolhe o lugar, o momento ou se quer o sonho para aparecer... Vai chegando assim, totalmente a lá vonté, com a bênga balançando e dizendo: "Passei em Engenharia Química na UFF!" Olha, eu vou te contar, viu! De uns tempos pra cá não tenho tido vontade nem de sonhar!!