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segunda-feira, 8 de setembro de 2008

vai!

Merveilleux, 8 de Setembro de 2008.

GioFófis,

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hoje não consegui acordar e ir pra Xerém... Acordei sorrindo, sonhando acordada, com uma expressão boba nos olhos. O coração estava disparado, encontrei uma mensagem que dizia: “Adorei o FDS, te gosto mto!”, me deu uma vontade louca de pegar o telefone e te ligar só pra dizer: “Amiga, tô MEGA FELIZ!” , mas vi o escapulário em cima da cômoda e por alguns segundos lembrei que que você não quer compartilhar esse momento bom comigo. Andei pela casa, tentei afastar a sensação de vazio... Comecei a ler algumas mensagens de texto, antigas, encontrei uma que dizia: “Você é peça FUNDAMENTAL na minha vida!” Deixei de ser? Mais uma vez venci meu orgulho, peguei o telefone e disquei o número que por mil vezes eu jurei que não ligaria mais, até que você entendesse que eu agi em nome da minha felicidade... Descobri que você já nem mora mais no mesmo lugar. Se quer me passou o endereço, ou o telefone. Ainda afônica, liguei pro seu celular e também não fui recebida. Hoje, por mais uma vez te procurei... E você, mais uma vez não estava. Mais uma vez fiquei com a lembrança daquele abraço sem graça, no Sonho Lindo na sexta, e a “não despedida” que me apertou o coração. É por isso que peço hoje, por meio deste depoimento, que me perdoe e, se um dia puder, volte a confiar em mim. Não mensuro quão grave tenha sido o meu erro contigo, mas você pra mim, é peça FUNDAMENTAL. Vai! Se você precisa ir, vai... Não vou te prender aqui ao meu lado se esta já não é a sua vontade – aprendi que o amor liberta, por isso te livro. Não quero mais brigar, por ora... Essas acusações infantis, que me machucam tanto não vão nos levar a nada! Eu estou feliz graças a essa minha atitude errada. Por isso, vai... Respire novos ares, conheça novas responsabilidades, chore em outros ombros e jure amizade eterna a outros corações. Já que você não quer conversar, não vou me exaurir em mais lágrimas- e digo isso jurando, mais uma vez, ser a ultima vez. Vou ficar aqui, ler um bom livro, terminar o que comecei, ou melhor, continuar... Sei que isso incomoda você, honestamente, não entendo porque, mas aceito. Penso que meu erro foi não seguir os meus princípios, foi esquecer o que sou e me deixar levar! Meu maior erro, foi deixar que uma noite, apenas, tirasse meu sorriso, o que despertou em mim o desejo de lutar. Meu erro foi esquecer, por alguns momentos, que você existe, foi permitir que você esquecesse a minha importância na sua vida. Meu erro, foi enfim, me apaixonar. Por isso, vai. Mas vá com cuidado pela estrada. Espero, aliás eu sei que um dia você vai voltar. Não é possível que tudo que eu acredito tenha sido da boca pra fora, cada abraço, cada sorriso, cada carinho... E quando voltar, não esqueça de limpar o pés, não precisa bater na porta, as chaves estão sob o tapete! Sinta-se a vontade e aconchegue-se no seu cantinho... Você sabe onde fica, meu coração é seu. Ah! E não esqueça de uma coisa apenas: - Saiba que te amo.

Sinceramente,
J.


sexta-feira, 21 de março de 2008

sol de outono

Letras escorregadias
da poesia fugidia
nas cores falidas de um arco-íris.

Visto vazios de cores
deságuo sussurros
em cascatas de beijos
tento aquecer este verão cinza.


Sigo as pegadas do Sol deste outono
os sons da serenata de amor de Chopin
dispo os cinzentos dias
destravo-me,
rasgo-me em mil poemas
esparramando sonhos nas estrelas.

sábado, 8 de dezembro de 2007

NADA, além de palavras.

Acordei cedo. Apesar do mau tempo e da manhã de Sábado que anunciava-se ... Acordei cedo. Dentro de mim anda uma angustia. Uma dor vazia, sem precendentes. Motivada por nada, mas ainda sim existente - e insistente. Arrumei uma caneta que, para minha sorte, falhava, rabisquei, a esmo, uma folha em branco de um caderninho qualquer - NADA. Nada, foi o quê consegui. Tentei, em vão, um banho. Não esquentou meu peito, tampouco esfriou minha cabeça. Falta alguma coisa em mim. Aqui.Não sei o quê... É forte. É tentador. Um amigo? Um abraço? Um amor? Não sei... mas faz falta! Voltei pra cama de barriga cheia, banho tomado e coração angustiado. Não consegui dormir. Pensei em Drummond com sua "ausência assimilada" e em Pessoa, bradando aos quatro ventos que "tudo vale a pena se a alma não é pequena". Tudo vale? Vale mesmo? Busquei colocar em palavras tamanha amargura , não fui capaz. Rabisquei - desenhei... Mais uma vez: NADA. Um copo d'água. Dois... Um choro forçado - nem isso! Sentei mais uma vez determinada a chegar pelo menos até este ponto "." Este ponto final, afinal... Terminei-o em um fôlego só, durante um pouco mais de quatro horas, tive que me espremer até o fim pra arrancar essa coisa de minha entranhas, sem que ninguém a minha volta, notasse meu pranto. Fui além do que me propus. Em busca de respostas, cheguei a conclusão de que, todo meu esforço, para expressar minha angustia me levou a NADA, além de palavras.

quinta-feira, 7 de junho de 2007

mentes perversas


- "Como eu convido um bofe pra ir ao motel, sem parecer vagaba demais?"

- "Faz assim ó: enfia o seu dedo na 'tchonga', dá pro moço cheirar e diz assim: 'De onde saiu isso, tem muito mais'. Educado e sutil. Coisa de moça fina !!!"

- "Não estou acreditando no que estou ouvindo!"

- "Foi você quem começou..."

terça-feira, 22 de maio de 2007

eu vi gnomos (?) II

Ok. Se você acompanha o blog com freqüência, com certeza já ouviu falar da história do gnomo. Enfim, quando eu comecei a me achar louca e a assuntar sobre, alguns riram, outros acharam que era zoeira... A questão é. Eu vi. Se foi gnomo, duende, fada, capeta, anjo, alma d’outro mundo... Não sei. Não sou especialista no assunto. Mas que eu vi, eu vi. Ultimamente lá em casa, têm ocorrido eventos, que eu classificaria intrigantes, mas como moro sozinha, a culpa é sempre do vento. Por exemplo, outro dia descobri que meu inquilino não gosta de TVZ. Estava eu, felizona, no banho, cantando com a Beyoncé, o quanto MielChat é irreplaceable... Claro que, com esse probleminha de audição, depois que eu tirei o aparelho auditivo e liguei o chuveiro, o show ficou por minha conta. Agora me diz: Por que quando eu saí do banho estava na Playboy TV? Além de abusado, o cara curte pornografia... Apertei aquele botãozinho que volta pro canal anterior, and – SURPRISE! Foi diretinho pro Universal. Alguém aí se lembra que eu estava assistindo MultiShow? Deixei pra lá. Consolei-me dizendo que o vento mudou o sinal da antena e ponto final. Fora todas as vezes que as portas do guarda-roupa, da minha mãe, batem durante a madrugada... Mas convenhamos: é o vento. O que mais seria? Quando o assunto "já está morto", comigo não tem erro, eu me cago. Essas paradas que atravessam porta e tem medo de água benta, eu tô fora – LITERALMENTE! Eu sempre digo que, se um dia Papai do Céu quiser me levar dessa pra melhor, é só mandar alguém vir me buscar. O ataque cardíaco será fulminante... Diante esse fato, eu até acho meu “vento”, bastante bonzinho. Afinal, nunca tentou contato. Ou melhor, até tentou, mas quando sentiu que eu tremi na base, mudou de idéia. Pouco antes do Dia das Mães, acho que na quinta-feira, se não me engano, eu estava dormindo e senti alguma coisa sentada na minha cama. Você se descobriu pra ver, melhor, o que era? Nem eu. Tremi igual vara verde. Rezei todas as orações que me vinham à mente. Até da Salve Rainha eu lembrei!!! Mas aí, eu acabei viajando no FDS e abstraí a aparição, sensação ou seja lá o que tenha sido. O problema é que, o “vento”, é muito organizado, e ficou zangado porque fiz bagunça na casa. Ah! É. Esqueci de mencionar, acho que ele curte o quarto que era da minha mãe. Sábado eu não sabia com que all-star ir ao cinema. Fiquei horas em frente ao espelho que fica no quarto "dele". Coloquei o azul, ficou feio. Coloquei o vermelho, tava imundo. Fui de rasteirinha e deixei os dois no chão, em frente a porta do armário. Hoje, pela manhã, como estava chovendo me recusei a calçar meus sapatinhos lindos ou ir de sandália com frio no pé. Lembrei onde tinha deixado os tênis e fui buscar. Acontece que quando fui pega-los, cadê? O lugar onde eu os havia deixado estava vazio. Começou então uma caçada. Olhei todas as caixas de sapato, meu armário, o banheiro, o armário da minha mãe, o cesto de roupa suja (acredite, eu estava desesperada e ATRASADA!) ... N-A-D-A. Tive que apelar pra São Longuinho. Foi aí que eu abri a porta do armário da minha mãe e achei o all-star vermelho. Você reparou que eu disse que já havia procurado lá também? Ahn, bom... Resumindo: meu all-star azul continua desaparecido, moro com um ser apelidado de vento, que curte “Heroes” e “Coelhinhas no cio III” e desconfio que seja EMO – é pouco ou quer mais? Alguém pode me ajudar?