Mostrando postagens com marcador papo furado. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador papo furado. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 25 de julho de 2008

in off

..." Meu coração vagabundo, quer abraçar o mundo."

-
“ Esqueça o mundo, me abraça!”
- “É sempre o que faço quando te abraço. Paradoxal.”

segunda-feira, 23 de junho de 2008

sentimento padrão

“- Alô?”

...

“- É mesmo, já faz bastante tempo...”

...

“- Sábado que vem?”

...

“- Sei. Não vai dar, é que a minha mãe vai fazer uma cirurgia na sexta e provavelmente vai precisar de mim no final de semana, deixa pra próxima...Tá? Beijinhos, até.”

“- Ué, sua mãe está doente?”

“- Não, por quê?”

“ - Pensei ter ouvido você dizer, ao telefone, que ela ia fazer uma cirurgia...”

“- Kô.”

“- Ah... Quem era?”

“- Um amigo. Ou pelo menos alguém que eu achei que fosse.”

“- E por qual motivo você mentiria sobre a sua mãe?”

“- Ele me chamou pra tomar um chopp... Só quis quebrar o padrão.”

“- Padrão?”

“- Ele é afim de mim, porque há muito tempo atrás ele fez curso de inglês comigo. Ele sempre achou o máximo essa minha marra toda, minha atitude forte e, acredite, nem sempre positiva, minha explosão, meus acessos de fúria... Ele nunca chegou em mim porque eu namorava, mas sempre deixou bem claro tudo isso. Ele achava incrível a maneira como eu tratava meu namorado, a maneira que a gente conversava, a luz nos olhos, tenho certeza que ele passou grande parte da nossa convivência acreditando que os namoros dele não deram certo porque ele não tinha tido a chance de estar com alguém como eu. Por isso ele me chamou pra um chopp, viu no Orkut que eu estou solteira, resolveu ligar... É isso.”

“- Se é só isso você não foi por quê? É só um chopp.”

“- Pra evitar o padrão.”

“- Meu Deus! Que padrão é esse?”

“- Funciona assim, a gente ia sair sábado e ia tomar um chopp, ia ser muito legal, a gente ia conversar e rir de tudo e todos, ele ia me levar em casa e me diria porquê resolveu fazer o convite, eu não ficaria com ele porque ainda não digeri a idéia e, bem ou mal, somos apenas amigos. No domingo de manhã ele ia me ligar pra gente ir a praia ou talvez, um cinema... Passaria a semana inteira me ligando, me bajulando, dizendo que eu sou única, e provavelmente criaria um momento constrangedor envolvendo os pais dele, talvez no final de semana seguinte, ele me apresentaria como amiga, mas quando seus pais virassem as costas me diria que preferia ter dito ‘namorada’. Vou começar a ficar encantada com tudo aquilo e provavelmente a gente vai ficar... Vai ser maneiro nas primeiras semanas, mas ele vai começar a ficar com o pé atrás por causa do meu jeitão defensivo e vai mudar comigo. Eu, percebendo a atitude, vou ficar ainda mais na defensiva. Quando aquele rolo chegar à marca de um mês, ou um pouco mais, ele vai se cansar do meu jeito autoritário, da minha falta de afeto, vai começar a achar que talvez não fosse nada daquilo e que a minha ‘marra’ não tem graça nenhuma e das duas uma: ou ele simplesmente começa me evitar e um dia some sem deixar recado, ou vai me pedir pra mudar meu jeito de agir. Mas normalmente ele ficaria com a primeira opção.”

“- E você prefere assim.”

“- Na verdade nunca parei pra pensar... Acho que prefiro, dói menos, mas é um pena.”

“- Ahh! Amiga...”

“- É sério. Pra mim é melhor que suma, que me esqueça. De certa forma, faz mais sentido, mas algumas coisas ele nunca saberia.”

“- Tipo...”

“- Ele nunca vai saber que meu coração é mole... E é tão mole que, quando eu desço, à noite, pra comprar comida, eu volto rezando pra não ter nenhum mendigo no caminho porque eu acho indigno um pessoa não ter um teto pra dormir e já que o fará, então, que o faça de barriga cheia. Não teria dado tempo dele perceber que quando chego na casa dos outros cumprimento os animais da casa, antes de falar com as pessoas, pois tenho certeza que a recepção calorosa deles é de coração. Quando vejo um filme, sempre choro, ainda que disfarçadamente e não gosto de comédias românticas porquê me deprimem, pois idealizo um amor com dança na chuva, tipo o da Brigitte Jones. É estranho pensar que alguém passou pela minha vida e não sabe que eu choro quando como alguma coisa que quero muito, pois penso em quantas pessoas estão à beira da miséria naquele exato momento... Não teria dado tempo criarmos uma piada interna e saturarmos ela ao extremo! Nenhum banho de chuva, nenhuma lágrima, nenhum afago... Seria impossível ele saber que eu gosto muito de uma selvageria quando bebo, mas que o quê eu gosto mesmo é de meia luz e olho no olho e, se for de coração, um “eu te amo” antes de dormir. Então, já que nada disso foi possível e a idéia que têm de mim é tão torta, tão ruim, acho melhor que não me procure mais. E volte a olhar de longe e se perguntar onde foi que erramos, sim, porque de longe ele vai voltar a enxergar a beleza por trás da casca grossa que me protege.”

“-Não sei o quê dizer.”

“- Não precisa dizer. É só um padrão, e ele já se repetiu tantas vezes, que a melhor maneira de evitá-lo é não tomar esse chopp. Poucos quebraram o padrão.”

“- Que bad, amiga.”

“- Um chopp, um padrão... É melhor que, por ora, ninguém se machuque.”

“- Também acho. Melhor assim.”

quinta-feira, 6 de março de 2008

acho que perdi um amigo

- "Mas ela é legal! Só é meio louca, mas é gente fina!"
- "Não é meu tipo de mulher, prefiro nem conhecer a fundo."
- "Acho que você está sendo duro... Ela é linda. Acho que fariam um bonito casal."
-" J., ela bebe pra caraca, fala palavrão, arrota em publico, fala um bando de besteira, usa roupa curta e decote, frequenta botecos pé-sujo, não trabalha, fica com um monte de gente, não tem a minima noção o que vai fazer da vida... Desse tipo de mulher eu quero distância, não serve nem pra sermos amigos."
- "0_o De quem falávamos mesmo?"

segunda-feira, 11 de junho de 2007

papo de macho

- "... entendeu? To cozinhando a mina a mais de uma semana e ela não libera, meo!"

- "Cozinhando??"

- "Lógico J., quero comer, pow!"

- "Pérai, agora eu não entendi! A outra você deixou de lado porque ela era vagabunda, essa você vai deixar porque é santa... Vocês homens são muito complicados! Afinal, vocês querem as vagabundas ou as santas?"

- "As vagabundas, claro."

quinta-feira, 7 de junho de 2007

mentes perversas


- "Como eu convido um bofe pra ir ao motel, sem parecer vagaba demais?"

- "Faz assim ó: enfia o seu dedo na 'tchonga', dá pro moço cheirar e diz assim: 'De onde saiu isso, tem muito mais'. Educado e sutil. Coisa de moça fina !!!"

- "Não estou acreditando no que estou ouvindo!"

- "Foi você quem começou..."

segunda-feira, 4 de junho de 2007

vivendo e aprendendo (ou não)

- " ... é mermo. Tu fica zoando meu jeito de falar! Pior você que fala igual caipira... Da roça!!"
- "Ahn! Ó como qu'ocê fala!! Carioca é muito toSco."
- "Como?"
- "MéRRRRRRRmo."
- "Ahn?"
- " MéRRRRRRRRRRRRmo. Tudo errado."
- "E é como então?"
- "Dã-ã. Mêmo".
- "Como?"
- "Mêmo. M-E-M-O. Mêmo."

quinta-feira, 17 de maio de 2007

tv globo também é cultura...

- “Ta lindo esse tom de loiro!”
- “Eu quero mais loiro... Igual ta na ponta.”
- “Ah! Mas esse dourado ta lindo!”
- “Eu quero o platinado, igual o da Marilyn Monroe.”
- “Como? Não lembro...’
- “Aqui, ó. Ta vendo?”
- “Ah! Lembrei quem é. Ela era linda, né?”
- “Pô, nem fala...”
- “Se matou tão nova...”
- “Bom, isso ninguém sabe, pode ter sido queima de arquivo.”
- “Mas por quê que iam matar uma mulher tão linda?”
- “Ah! Porquê ela tinha um caso com o presidente...”
- “É? E já sabem quem era o presidente?
- “Pô ela foi cacho do...”

- “... o Juscelino eu sei que não foi. Eu acompanhei a minissérie inteira e nem sinal dela...”

sexta-feira, 11 de maio de 2007

quem rí por último...

- "Ai! Hoje é a final do Amazing Race 9."
- "Ah! É. Pô queria ver..."
- "Ihh! Hoje, você vai pro Rio! HAHAHA!! Acompanhou a temporada toda e não vai saber quem ganhou, HAHAHAHAAH!
- "Qual a graça que você vê nisso?"
- "Vai ter que esperar até segunda, pra eu te contar quem ganhou, HAHAHAHAHAHAHA!!"
- "Os Hippies. Eu vi na internet..."

... foi mal, gente.
Não resisti.

sábado, 28 de abril de 2007

eu vi gnomos (?)

- "Que cara é essa?"
- "Como assim?"
- "Parece ansiosa..."
- "Sério?"
- "É... Tá precisando de alguma coisa?"
- "Não. Não mesmo."
- "Então tá bom."
- "Tá vai... To com medo de ir pra casa."
- "Anh?"
- "Eu acho que tem um gnomo morando comigo."
- "Gnomo? Tipo os Smurfs?!"
- "É. Só que não é azul e nem usa roupinha branca..."
- "HAHAHAHAHAHAHAHA!!!!"
- "Para de rir! É sério, eu to com medo!!"
- "Por que você acha que tem um gnomo morando com você?"
- "Porque eu o vi, quinta à noite."
- "Você o quê?"
- "Eu estava vendo TV e ele estava me olhando do corredor. Quando eu me levantei pra olhar de perto ele correu e sumiu. Fiquei achando que era um gato, mas não achei gato nenhum..."
- "HAHAHAH... Morar sozinha, não está te fazendo nada bem, hein? O quê que você anda fazendo as quinta à noite, pra tá vendo gnomo, ahn?"
- "Nada ilícito, eu te garanto! Esses papos de chá-de-cogumelo... Já passei dessa fase."
- "Chá-de-cogumelo?"
- "Ah! Ô... Você fala assim porque nunca foi no Sana!"
- "Hahaha! Você deveria era criar juízo ao invés de gnomos..."

quinta-feira, 12 de abril de 2007

ja vem tarde

Ontem.

- “J’s Work, boa tarde.”
- “Por favor, a J.”
- “Diei?”
- “J.”
- “Ah! Sou eu.”
- “Olá J. estamos ligando pra te avisar que seu aparelho auditivo já está pronto e marcar um horário para o recebimento.”
- “Huum...”
- “Amanhã às 3 horas da tarde, pode ser?”
- “Amanhã às 6?? Não pode ás 11?”
- “Às 3.”
- “Ahh! Às 3 é ruim também, prefiro às 6...”
- “Não senhora, desculpa, ficamos abertos só até às cinco. Só tem o horário dàs 3.”
- “Ahhh! Tá, então não tem outro dia, às 11?”
- “Sexta.”
- “Só na terça??? Mas que povo danado pra ficar surdo!!!”
- “S-E-X-T-A. SEXTA! Depois de amanhã.”
- “Ahhhh! Sexta. Ok. Estarei aí, às 11."

Sem falta, eu diria...